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ECONOMIA VERDE - EXPANSÃO DO CHA

Crescer por crescer é a filosofia do câncer” Ladislau Deuber

Economia Verde – Desenvolvimento Sustentável é a nova ordem mundial para Economia Global nas crises, cortes de investimentos e nas duvidas e dívidas. Hoje as famílias tem fugido dessa responsabilidade, encontrar uma solução para os seus problemas. Mais fácil é desprezar [repudiar] do que solucionar.

Desenvolvimento sustentável [numa família] é superar as necessidades da geração atual sem comprometer as gerações futuras. Isso deve ser um processo continuo para transformação da sociedade, ambiente, cultura e comunidade.

Essa transformação acontece na mobilização de engajamento para organização familiar de seus representantes – pais e filhos. Por meio de dialogoSabia que 4 Bilhões de pessoas no mundo não tem voz? As pessoas se tornam individuo invisível no mundo.

A idéia do desenvolvimento sustentável se dá na transformação de velhos paradigmas na maneira de pensar, falar e agir reativamente como modelo capitalista de consumir mais para produzir mais.

Sistema desumanizador esse, em que a felicidade esta baseada no bem estar material de acumulação de bens, ao invés de desenvolver o interesse em pessoas. Devemos desenvolver um habito de combater o impulso de consumo. O que acabaria com a competição entre os seres humanos por causa da comparação.

Combater o vício de consumo levaria as famílias a serem responsáveis e sustentáveis, o que é difícil numa sociedade consumista que não suporta mais as pessoas, hoje em dia os relacionamentos são considerados como objetos, que se usa e se houver desgaste natural é desprezado e colocado para fora, modelo esse de consumo. O divórcio é isso – desgastou põe para fora, não há dialogo para buscar soluções, o negócio é dispensar, colocar o novo no lugar, mesmo que esse novo possa ser um objeto ou algo que lhe traga prazer – para alguns pode ser o trabalho.

O poder reativo nos relacionamentos tem sido baseado no quem manda é quem tem o poder financeiro, quem ganha mais, gasta mais, por isso manda mais, outro modelo consumista – manda quem tem o poder capitalista. Os relaciomentos deveriam trabalhar na reconstrução da confiança nas competências dos indivíduos e não no consumo deste, mas os parentes [pais, sogros, irmãos, sobrinhos] confere o poder aos que mantem o poder de consumo, quem tem mais merece mais o nosso respeito, desqualificando as competência dos menos favorecido materialmente.

A algo errado com o crescimento da sobrevivência familiar em – produzir x consumir, viver x destruir, proativo x reativo. A reconstrução da confiança nas competências deve ser para o agora.

Com atitudes firmes e rápidas utilizando o bom senso na decisão de serem transformados em famílias sustentáveis.

Essa transformação acontece por comprometimento de toda família em serem transparentes na contribuição para sustentabilidade da familiar em sua articulação para substituição do modelo de consumo para o da confiança nas competência dos membros em primeiro lugar.

Onde não há o desenvolvimento da confiança por competências o caminho será só de ida, sem volta do divorcio por causa do modelo de consumo que destrói por causa do aumento de produzir mais em trabalho do que qualidade de vida familiar, deve-se ganhar mais para consumir mais, com isso consome o tempo que deveria ser para desenvolver a competência da família.

Pense: “Crescer por crescer é a filosofia do câncer” e o câncer mata!

EXPANSÃO DO CHA

Começar de novo - Revista Melhor - Gestão de Pessoas

Usiminas oferece programa que permite a inclusão social de ex-presidiários

"Vivia drogado e o meu envolvimento com o tráfico começou aos 14 anos. O bairro em que morava, Jardim Teresópolis [região metropolitana de Belo Horizonte], era 10 vezes mais perigoso do que a capital de São Paulo. Não acreditava mais na vida e, aos 17 anos, meu irmão foi morto por alguém envolvido no tráfico. Fui excluído totalmente da sociedade, não estudava nem trabalhava e passei a roubar para manter o vício. Depois minha irmã foi morta por pessoas que conhecia do tráfico e a encontrei no IML. Fui preso por sete anos e tratado como bicho".

O depoimento de Clelbert revela como é difícil a vida de uma pessoa que se envolve com drogas e possui ficha policial: é praticamente impossível conseguir um emprego depois de sair da cadeia, pois poucas empresas dão oportunidade. Mas com Clelbert foi diferente. Ele teve uma nova chance com o projeto APAC (Apoio de Proteção e Assistência ao Condenado) que tem o patrocínio da empresa Usiminas.

Na palestra Responsabilidade em prática: transformação do indivíduo, organização e sociedade, que contou ainda com a professora Betania Tanure, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG); e os executivos Cledorvino Belini, da Fiat, e Marco Antonio S. da C. Castelo Branco, da Usiminas, Clelbert contou como superou seu problema e de que forma as empresas socialmente responsáveis contribuíram para a sua mudança de vida.

"Achava que não teria a oportunidade de viver uma vida digna. Mas comecei a participar das ações do APAC e de atividades ligadas à Associação dos Padres Maristas de Minas Gerais. Quis evoluir na vida e tive uma oportunidade. Hoje, sou casado, atuo como educador em uma instituição em Minas Gerais e faço faculdade de Direito", disse entusiasmado.

Segundo Branco, a mudança de cultura na área de recursos humanos na Usiminas, como a decisão de apoiar ações da APAC, contribuiu para que a empresa tivesse uma imagem ainda mais positiva na sociedade. "É um legado que você deixa para todos. Você satisfaz clientes, funcionários, fornecedores, parceiros e concessionários e, ainda, auxilia a comunidade que está no entorno. Temos, hoje, 16 funcionários que foram presidiários. Eles tiveram a oportunidade de fazer do erro um acerto na vida", completou o executivo.

Revista Melhor - Gestão de Pessoas

by Calebe De Luca Bueno – www.expansione.blogspot.com

CHA SOCIAL - LINKS

DIALOGO SOCIAL - A Diálogo Social Eventos iniciou suas atividades em 2006, inspirada em uma necessidade sentida por sua parceira oficial, a Revista Filantropia. www.dialogosocial.com.br

VERO SP - Principal veiculo de comunicação do ALPHAVILLE SP.  www.vero.com.br

UNI SOL - Criado em 1995, o programa UniSol (Universidade Solidária) - articula e implementa projetos e ações sociais de Instituições de Ensino Superior (IES), em parceria com empresas públicas e privadas, organizações do Terceiro Setor e comunidades. O UniSol já mobilizou mais de 23.400 mil estudantes e professores de 200 universidades que desenvolveram projetos em 1.313 comunidades de todo o País. www.unisol.org.br

FIBOPS - A FIBoPS apresenta um novo formato de interação social para construção de sociedades sustentáveis. Reune as experiências bem sucedidas das instituições e empresas atuantes nos 03 setores da economia de vários países que são apresentados por gestores e especialistas e mediados por representantes das melhores academias do país. Na FIBoPS, as melhores e mais inovadoras soluções de sustentabilidade serão compartilhadas por um seleto publico atuante e influenciador. A empresa com produtos, serviços, ações e práticas sustentáveis tem na FIBoPS a vitrine ideal para mostrar seu diferencial de sustentabilidade para quem entende, valoriza e consome. Especialistas, pesquisadores, ambientalistas, personalidades, mídia especializada, universitários e profissionais atuantes, legítimos influenciadores de novos comportamentos estarão presentes para debater as melhores praticas, aquelas que apresentam soluções inovadoras com benefícios reais ao meio ambiente natural e comunidades. O Melhor da Sustentabilidade passa por aqui. www.fibops.com.br

ECO BUSINESS SHOW – Tem como objetivo reunir as lideranças dos principais players do mercado e centralizar as ações em ECONEGÓCIOS promovendo integração, troca de informações e geração de conhecimento sobre os conceitos, praticas e realizações empresariais no campo da sustetabilidade em todas as areas da esfera: social, ambiental e economica.  www.ecobusinessshow.com

CHA SOCIAL

by Calebe De Luca Bueno – www.expansione.blogspot.com

GUARDINHA DE CAMPINAS

O jovem recebe preparo básico para atuar – durante seu período de estágio laboral – como auxiliares de escritório, com atividades tais quais as costumeiramente denominadas de “office-boys”. E, com o passar do tempo, e as ações consistentes da instituição, “office-boy” passou a ser sinônimo de “guardinha” no município e mesmo em outras localidades. Deve ser registrado que, em abril de 1974, a entidade passou a acolher inscrições de meninas, ampliando a abrangência de seu olhar para o acompanhamento da juventude, no próprio ritmo das conquistas femininas por mais espaço de cidadania.
Além disso, a própria entidade ficou popularmente conhecida como “Guardinha”, embora seu objetivo institucional e suas ações programáticas sempre tenham se desenvolvido como um Programa Sócio-Educativo onde as atividades laborais fossem firmadas através de conteúdos e de ambientes educativos que viessem a otimizar o desenvolvimento dos adolescentes atendidos.

A situação atual do mercado de trabalho e das exigências impostas para a empregabilidade especialmente dos(as) jovens no Brasil, ultrapassa as possibilidades de conciliação entre produtividade e aprendizagem formal, de modo que muitos(as) jovens abandonam o ensino regular para sacrificarem fases importantes do desenvolvimento em função de atividades laborativas que lhes assegurem condições mínimas de sobrevivência.

Portanto, a prioridade do Programa consiste no acompanhamento e no incentivo ao desempenho escolar e da expansão curricular, paralelamente à inserção no mundo do trabalho, num formato orientado, acompanhado e articulado com outros atendimentos, atenuando a evasão escolar e contribuindo como facilitador no processo de distribuição de renda do município de Campinas ao transferir recursos monetários de empresas cooperadoras para esses(as) jovens e as famílias de baixa renda atendidas.

GERENCIA DE PROJETOS

Gerência de projetos (português brasileiro) ou gestão de projetos (português europeu) ou ainda administração de projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas na elaboração de atividades relacionadas para atingir um conjunto de objetivos pré-definidos. O conhecimento e as práticas da gerência de projetos são mais bem descritos em termos de seus processos componentes.

Esses processos podem ser classificados em cinco grupos de processo (iniciação, planejamento, execução, controle e encerramento) e nove áreas de conhecimento (gerência de integração de projetos, gerência de escopo de projetos, gerência de tempo de projetos, gerência de custo de projetos, gerência de qualidade de projetos, gerência de recursos humanos de projetos, gerência de comunicações de projetos, gerência de riscos de projetos e gerência de aquisições de projetos).

Reduzida à sua forma mais simples, a gerência de projetos é a disciplina de manter os riscos de fracasso em um nível tão baixo quanto necessário durante o ciclo de vida do projeto. O risco de fracasso aumenta de acordo com a presença de incerteza durante todos os estágios do projeto.

Um ponto-de-vista alternativo diz que gerenciamento de projetos é a disciplina de definir e alcançar objetivos ao mesmo tempo em que se otimiza o uso de recursos (tempo, dinheiro, pessoas, espaço, etc).

A gerência de projetos é frequentemente a responsabilidade de um indivíduo intitulado gerente de projeto. Idealmente, esse indivíduo raramente participa diretamente nas atividades que produzem o resultado final. Ao invés disso, o gerente de projeto trabalha para manter o progresso e a interação mútua progressiva dos diversos participantes do empreendimento, de modo a reduzir o risco de fracasso do projeto.

História da Gerência de Projeto

Como uma disciplina, a gerência de projeto foi desenvolvida de diversos campos de aplicação diferentes, incluindo a construção, a engenharia mecânica, projetos militares, etc. Nos Estados Unidos, o 'pai’ da gerência de projeto é Henry Gantt, chamado o pai de técnicas do planejamento e do controle, que é conhecido pelo uso do gráfico de 'barra' como uma ferramenta de gerência do projeto, para ser um associado as teorias de Frederick Winslow Taylor da administração científica, e para seu estudo do trabalho e da gerência do edifício do navio da marinha. Seu trabalho é o precursor a muitas ferramentas de gerência modernas do projeto, tais como a WBS (work breakdown structure) ou EAP (estrutura analítica do projeto) de recurso que avalia o trabalho. Os anos 50 marcam o começo da era moderna da gerência de projeto. Outra vez, nos Estados Unidos, antes dos anos 50, os projetos foram controlados basicamente se utilizando os gráficos de Gantt, técnicas informais e ferramentas. Nesse tempo, dois modelos programando do projeto matemático foram desenvolvidos: (1) de 'Program Evaluation and Review Technique' ou o PERT, desenvolvido como a parte programa do míssil do submarino Polaris da marinha dos Estados Unidos' (conjuntamente com o Lockheed Corporation); e o (2) 'Critical Path Method' (CPM) desenvolvido em conjunto por DuPont Corporation e Remington Rand Corporation para projetos da manutenção de planta. Estas técnicas matemáticas espalharam-se rapidamente em muitas empresas. Em 1969, o Project Management Institute (PMI) foi dando forma para servir ao interesse da indústria da gerência de projeto. A premissa de PMI é que as ferramentas e as técnicas da gerência de projeto são terra comum mesmo entre a aplicação difundida dos projetos da indústria do software à indústria de construção. Em 1981, os diretores do PMI autorizaram o desenvolvimento de o que se transformou em um guia de projetos o 'Project Management Body of Knowledge', contendo os padrões e as linhas mestras das práticas que são usados extensamente durante toda a profissão.

O gerente de projeto

Ver artigo principal: Gerente de projeto

Um projeto é desenvolvido pelo profissional denominado ”gerente de projeto”.

Este profissional raramente participa das atividades diretas do projeto que produzem os resultados.

Sua função é “gerenciar” o progresso do empreendimento e através das variáveis (qualidade, custo, prazo e escopo) verificar seus desvios. Desta forma, seu objetivo geral é proporcionar que as falhas inerentes aos processos sejam minimizadas.

Um gerente de projeto tem que determinar e executar as necessidades do cliente, baseado nos seus próprios conhecimentos. A habilidade de adaptar-se aos diversos procedimentos pode lhe proporcionar um melhor gerenciamento das variáveis e desta forma uma maior satisfação do cliente.

Em campo, um gerente de projeto bem sucedido deve poder imaginar o projeto inteiro do seu começo ao seu término e desta forma assegurar que esta visão seja realizada. Qualquer tipo de produto ou serviço, edifícios, veículos, eletrônica, software de computador, serviços financeiros, etc., pode ter sua execução supervisionada por um gerente de projeto e suas operações por um gerente de produto.

Abordagens

Na indústria de informática, geralmente há dois tipos de abordagens comumente utilizadas no gerenciamento de projetos. As abordagens do tipo "tradicional" identificam uma sequência de passos a serem completados. Essas abordagens contrastam com a abordagem conhecida como desenvolvimento ágil de software, em que o projeto é visto como um conjunto de pequenas tarefas, ao invés de um processo completo. O objetivo desta abordagem é reduzir ao mínimo possível o overhead. Essa abordagem é bastante controversa, especialmente em projetos muito complexos. Mesmo assim, tem conquistado adeptos em números crescentes.

Nas últimas décadas, emergiram uma série de abordagens na indústria em geral. Dentre essas abordagens se destaca a abordagem do PMBOK, que tem se tornado um padrão de facto em diversas indústrias.

Abordagem tradicional

Na abordagem tradicional, distinguimos cinco grupos de processos no desenvolvimento de um projeto:
  1. Iniciação
  2. Planejamento
  3. Execução
  4. Monitoramento e Controle
  5. Encerramento
Nem todos os projetos vão seguir todos estes estágios, já que projetos podem ser encerrados antes de sua conclusão. Alguns projetos passarão pelos estágios 2, 3 e 4 múltiplas vezes.

O projeto ou empreendimento visa a satisfação de uma necessidade ou oportunidade, definida no texto acima como fase inicial na qual existem muitas áreas e/ ou pessoas envolvidas. Em geral sempre existe mais que uma solução ou alternativas para atender às mesmas necessidades. A técnica usada para definir a solução final passa pelo desenvolvimento de alternativas extremas.

A primeira de baixo custo que atende as necessidades mínimas para ser funcional. A segunda tenta atender a maior parte das as exigências das diversas áreas envolvidas no escopo que resulta num projeto com custo muito maior e pouco competitivo. A partir de ambas as alternativas é desenvolvida uma solução intermediária entre as mesmas, que atende a uma boa parte das exigências com um custo competitivo.

Vários setores utilizam variações destes estágios. Por exemplo, na construção civil, os projetos tipicamente progridem de estágios como Pré-planejamento para Design Conceitual, Design esquemático, Design de desenvolvimento, construção de desenhos (ou documentos de contrato), e administração de construção. Embora os nomes difiram de indústria para indústria, os estágios reais tipicamente seguem os passos comuns à resolução de problemas (problem solving): definir o problema, balancear opções, escolher um caminho, implementação e avaliação.

O gerenciamento de projetos tenta adquirir controle sobre três variáveis:
  1. Tempo
  2. Custo
  3. Escopo
Algumas literaturas definem como quatro variáveis, sendo qualidade a quarta variável, contudo a qualidade é uma das principais componentes do escopo. Estas variáveis podem ser dadas por clientes externos ou internos. O(s) valor(es) das variáveis remanescentes está/estão a cargo do gerente do projeto, idealmente baseado em sólidas técnicas de estimativa. Os resultados finais devem ser acordados em um processo de negociação entre a gerência do projeto e o cliente.

Geralmente, os valores em termos de tempo, custo, qualidade e escopo são definidos por contrato.

Para manter o controle sobre o projeto do início ao fim, um gerente de projetos utiliza várias técnicas, dentre as quais se destacam:
  1. Planejamento de projeto
  2. Análise de valor agregado
  3. Gerenciamento de riscos de projeto
  4. Cronograma
  5. Melhoria de processo
Desenvolvimento ágil de software

O desenvolvimento ágil de software reúne uma série de metodologias de baixo overhead.

Reconhecem que software é algo difícil de controlar. Essas metodologias minimizam riscos garantindo que os engenheiros de software foquem em unidades menores de trabalho.

Os métodos ágeis diferenciam-se de outras metodologias mais "pesadas" (como por exemplo, o Modelo Cascata) na ênfase que dão a valores e princípios, ao invés de processos.

Ciclos típicos são de uma semana ou um mês, e no fim de cada ciclo há uma reavaliação das prioridades do projeto - característica que ele compartilha com metodologias de desenvolvimento iterativas, e com a maioria das teorias modernas de gerenciamento de projetos.

As Variáveis

Alguns empreendimentos necessitam ser executados e entregues sob determinadas variáveis .

As variáveis principais também podem ser denominadas como tradicionais. São eles o escopo, o tempo e o custo. Isto é conhecido também como "triângulo da gerência de projeto", onde cada lado representa uma variável. Um lado do triângulo não pode ser mudado sem impactar no outro. Como comentado anteriormente, alguns profissionais entendem que a variável ´qualidade’ está separada do escopo e o definem como sendo uma quarta variável.

A restrição do tempo influencia o prazo até o termino do projeto. A restrição de custo informa o
valor monetário incluído no orçamento disponível para o projeto. Já a restrição do escopo designa o que deve ser feito para produzir o resultado de fim do projeto. Estas três variáveis estão freqüentemente competindo: o escopo aumentado significa tipicamente o tempo aumentado e o custo aumentado, uma restrição apertada de tempo poderia significar custos aumentados e o escopo reduzido, e um orçamento apertado poderia significar o tempo aumentado e o escopo reduzido. A disciplina da gerência de projeto é sobre fornecer as ferramentas e as técnicas que permitem a equipe de projeto (não apenas ao gerente de projeto) organizar seu trabalho para se encontrar com estas variáveis .

Tempo

O tempo requerido para terminar os componentes do projeto, é normalmente influenciado quando se pretende baixar o tempo para execução de cada tarefa que contribui diretamente à conclusão de cada componente. Ao executar tarefas usando a gerência de projeto, é importante cortar o trabalho em diversas partes menores de modo que seja fácil definirmos condições de criticidade e de folgas.

Custo

O Custo para desenvolver um projeto depende de diversas condições iniciais que possuímos para o desenvolvimento de cada projeto tais como: taxas labor, taxas materiais, gerência de risco, planta (edifícios, máquinas, etc.), equipamento, e lucro.

Escopo

São as exigências especificadas para o resultado fim, ou seja, o que se pretende, e o que não se pretende realizar. A qualidade do produto final pode ser tratada como um componente do escopo. Normalmente a quantidade de tempo empregada em cada tarefa é determinante para a qualidade total do projeto.

Project Management Body of Knowledge

A abordagem do PMBOK não é restrita ao desenvolvimento de sistemas, sendo largamente utilizada em diversas indústrias (notadamente nas indústrias ligadas à construção civil). De acordo com esta abordagem, a gerência de projetos aborda as seguintes áreas de conhecimento:

4. Gerenciamento de integração do projeto
5. Gerenciamento do escopo do projeto
6. Gerenciamento de tempo de projeto
7. Gerenciamento de custos do projeto
8. Gerenciamento da qualidade do projeto
9. Gerenciamento de recursos humanos do projeto
10. Gerenciamento das comunicação do projeto
11. Gerenciamento de riscos do projeto
12. Gerenciamento de aquisições do projeto

Padrões de gerência de projetos

Ao longo do tempo, houve diversas tentativas para desenvolver padrões internacionais de gerência de projetos. Dentre elas, destacam-se:

Project Management Body of Knowledge (PMBOK), um conjunto de conhecimentos gerenciado pela organização Project Management Institute (PMI). Tem-se tornado um padrão de fato em diversas indústrias, como a da Construção Civil e em diversos setores da Indústria de Software.
ISO 10006: 1997, Quality management - Guidelines to quality in project management
PRINCE2™ (Projects IN a Controlled Environment)
Referencial Brasileiro de Competências (RBC), um dos conjuntos de conhecimentos mais recentes sobre Gerenciamento de Projetos, aborda além dos processos de gestão, aborda competências Associação Brasileira de Gerenciamento de Projetos (ABGP) [1]. Tem-se tornado um padrão de fato em diversas indústrias, como o caso da Siemens.
IPMA Competence Baseline (ICB), edição mais recente do corpo de conhecimento desenvolvido pelo International Project Management Association, cuja representação no Brasil é realizada pela Associação Brasileira de Gerenciamento de Projetos (ABGP) [2]. Trata do olho da competência em Gerenciamento de Projetos e traz à área uma visão mais holística e inovadora do Gerenciamento de Projetos.

Gerência de projetos

Planejamento de projeto
PMI

Ver também

Eliyahu M. Goldratt
Inteligência Organizacional
Planejamento de projeto
Processos da gerência de projetos

Referências

Heizer, Jay; Render Barry. "Operations Management": International Edition, 7ª Edição 2004, ISBN 131209744
Gaither, Norman. Production and Operations Management" International Edition, 5ª Edição 1992, ISBN 30746221
Monks, Joseph G. " Administração da Produção" Editora McGraw Hill, 1ª Edição 1987, ISBN 74502778

Ligações externas
  1. Sítio da Metodologia PRINCE2™
  2. Sítio da associação Project Management Institute (em inglês)
  3. Sítio da Associação Brasileira de Gerenciamento de Projetos - vinculada ao IPMA (em inglês)
  4. Sítio da associação Project Management Best Practices (em inglês)

DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

Segundo o texto de Marina Ceccato Mendes, Para alcançarmos o DS, a proteção do ambiente tem que ser entendida como parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente; é aqui que entra uma questão sobre a qual talvez você nunca tenha pensado: qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento? 

A diferença é que o crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça social, pois não leva em consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos da população.

O desenvolvimento, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração, portanto, a qualidade ambiental do planeta.

O DS tem seis aspectos prioritários que devem ser entendidos como metas:
  1. A satisfação das necessidades básicas da população (educação, alimentação, saúde, lazer, etc);
  2. A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver);
  3. A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal);
  4. A preservação dos recursos naturais (água, oxigênio, etc);
  5. A elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas, como por exemplo os índios);
  6. A efetivação dos programas educativos.
Na tentativa de chegar ao DS, sabemos que a Educação Ambiental e a Educação dos Direitos Humanos é parte vital e indispensável, pois é a maneira mais direta e funcional de se atingir pelo menos uma de suas metas: a participação da população.

Boa Sorte

ECONOMIA SOLIDÁRIA

Economia solidária é uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza (economia) centrada na valorização do ser humano - e não do capital - de base associativista e cooperativista, voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços, de modo autogerido, tendo como finalidade a reprodução ampliada da vida. Assim, nesta economia, o trabalho se transforma num meio de libertação humana dentro de um processo de democratização econômica, criando uma alternativa à dimensão alienante e assalariada das relações do trabalho capitalista.

Origem

A economia solidária se origina na Primeira Revolução Industrial, como reação dos artesãos expulsos dos mercados pelo advento da máquina a vapor. Na passagem do século XVIII ao Século XIX, surgem na Grã-Bretanha as primeiras Uniões de Ofícios (Trade Unions) e as primeiras cooperativas. Com a fundacão da cooperativa de consumo dos Pioneiros Equitativos de Rochdale (1844) o cooperativismo de consumo se consolida em grandes empreendimentos e se espalha pela Europa primeiro e depois pelos demais continentes.

Conceito

A economia solidária é um modo específico de organização de atividades econômicas. Ela se caracteriza pela autogestão, ou seja, pela autonomia de cada unidade ou empreendimento e pela igualdade entre os seus membros. Nos primórdios do capitalismo, o modelo apresentado mostrava que o empregado era tido unicamente como propriedade do empregador, separado das forças produtivas que detinha ou utilizava. O conceito que pode ser empregado pela economia popular solidária é:
o conjunto de empreendimentos produtivos de iniciativa coletiva, com certo
grau de democracia interna e que remuneram o trabalho de forma privilegiada em
relação ao capital, seja no campo ou na cidade. Tolerar ou mesmo estimular a
formação de empreendimentos alternativos aos padrões capitalistas normalmente
aceitos, tais como cooperativas autogeridas é, objetivamente falando, uma forma
de reduzir o passivo corrente que se materializa em ondas de crescentes de
desemprego e falências. (...) Tais empreendimentos encontram potencialmente no
trabalho coletivo e na motivação dos trabalhadores que os compõem, uma
importante fonte de competitividade reconhecida no capitalismo contemporâneo.
Enquanto no fordismo a competitividade é obtida através das economias de escala
e de uma crescente divisão e alienação do trabalho associadas a linhas
produtivas rígidas – automatizadas ou não -, na nova base técnica que está se
configurando, uma importante fonte de eficiência é a flexibilização.”

(GAIGER: 2002, p.64)Para Singer, a definição da economia solidária está ligada a relação entre o trabalhador e os meios de produção, sendo que:
A empresa solidária nega a separação entre trabalho e posse dos meios de
produção, que é reconhecidamente a base do capitalismo. (...) A empresa
solidária é basicamente de trabalhadores, que apenas secundariamente são seus
proprietários. Por isso, sua finalidade básica não é maximizar lucro mas a
quantidade e a qualidade do trabalho”
(SINGER: 2002, p.04)
A economia solidária, então, apresenta-se como uma reconciliação do trabalhador com seus meios de produção e fornece, de acordo com Gaiger (2003), uma experiência profissional fundamentada na eqüidade e na dignidade, na qual ocorre um enriquecimento do ponto de vista cognitivo e humano. Com as pessoas mais motivadas, a divisão dos benefícios definida por todos os associados e a solidariedade, “o interesse dos trabalhadores em garantir o sucesso do empreendimento estimula maior empenho com o aprimoramento do processo produtivo, a eliminação de desperdícios e de tempos ociosos, a qualidade do produto ou dos serviços, além de inibir o absenteísmo e a negligência” (GAIGER: 2002, p.34).

Um dos conceitos, então, que está intrinsecamente ligado à realização de um empreendimento solidário é desenvolvimento local. Com a grande tendência de aumento do rendimento do trabalho associado, há a busca por promover o desenvolvimento local dos aspectos econômico e social, sendo que este define-se como o:
processo que mobiliza pessoas e instituições buscando a transformação da
economia e da sociedade locais, criando oportunidades de trabalho e renda,
superando dificuldades para favorecer a melhoria das condições de vida da
população local
” (JESUS, in: CATTANI: 2003, p.72).
Segundo Gaiger (2002), quatro características econômicas fazem parte do modo de produção capitalista, essas são: produção de mercadorias com único objetivo de comercialização, separação dos trabalhadores dos meios de produção, transformação do trabalho em mercadoria por meio do empregado assalariado e existência do lucro e da acumulação de capital por parte do empregador que detém os meios de produção. Com tudo isso, principal elemento do modelo capitalista é ser desigual e combinado, onde parte dos trabalhadores é bem sucedida, o restante perde suas qualificações e muitos se tornam miseráveis (Singer, 2004).

Isso se dá devido a uma crescente valorização da competição, que, ao contrário do senso comum, não é antagônica à cooperação. Ambas coexistem e o que caracteriza o modo de produção em que a sociedade se baseia é a predominância de uma ou outra. Quando a competição sobressai em relação à cooperação, a grande tendência é a exclusão daqueles que fracassam ou não estão aptos, enfraquecendo o ambiente sistemicamente. Em contrapartida, quando a cooperação preside as relações, cria-se um ambiente tolerante e igualitário, tornando possíveis processos de recuperação de economias abaladas (MYRDAL, in: ARROYO: 2008).

A economia solidária, conforme Wautier (In: CATTANI: 2003, p.110), é orientada do ponto de vista sociológico e: “acentua a noção de projeto, de desenvolvimento local e de pluralidade das formas de atividade econômica, visando à utilidade pública, sob forma de serviços diversos, destinados, principalmente, mas não exclusivamente, à população carente ou excluída”.

Pode-se dizer também que é fundada em relações nas quais as práticas de solidariedade e reciprocidade não são utilizadas como meros dispositivos compensatórios, mas sim fatores determinantes na realidade da produção da vida material e social.

Conceito solidário de produção

Se o empreendimento solidário for de produção, o seu capital será constituído por cotas, distribuídas por igual entre todos membros, que desta forma, são sócios do empreendimento. O princípio geral da autogestão é que "todos os que trabalham são donos do empreendimento e todos os que são donos trabalham no empreendimento."

Exemplos de empreendimentos solidários produtivos

São exemplos de empreendimentos solidários produtivos: associações ou cooperativas agropecuárias, industriais, de transporte, de educação escolar, de hotelaria, ecovilas entre outros.

Conceito solidário de consumo

Se o empreendimento solidário for de consumo, o seu capital será também constituído por cotas, distribuídas por igual entre todos membros, que assim se tornam sócios do empreendimento. Neste caso, o princípio geral da autogestão é que "todos os que consomem são donos do empreendimento e todos os que são donos consomem no empreendimento".

Exemplos de empreendimentos solidários de consumo

Exemplos de empreendimentos solidários de consumo são: cooperativas de consumo, habitacionais, de crédito e mútuas de seguros gerais, de seguro de saúde, clubes de troca, etc.

Forma de administração

A administração de um empreendimento é coletiva e democrática. Todas as decisões mais importantes são tomadas em assembléias de sócios, em que vigora o princípio "cada cabeça um voto". Se dirigentes são necessários eles são eleitos pelos sócios e podem ter seu mandato revogado por eles, no caso do desempenho do dirigente for considerado não-aceitável por uma maioria dos membros.

Dentre os instrumentos usados para facilitar a comercialização dos produtos da economia solidária, como alternativa ao escambo e com finalidades específicas, existe a moeda social.

Finalidade

A economia solidária possui uma finalidade multidimensional, isto é, envolve a dimensão social, econômica, política, ecológica e cultural. Isto porque, além da visão econômica de geração de trabalho e renda, as experiências de Economia Solidária se projetam no espaço público, no qual estão inseridas, tendo como perspectiva a construção de um ambiente socialmente justo e sustentável; vale ressaltar: a Economia Solidária não se confunde com o chamado "Terceiro Setor" que substitui o Estado quando ele não cumpre suas obrigações legais.

Para incentivar a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores, enquanto sujeitos protagonistas de direitos a Economia Solidária reafirma, assim, a emergência de atores sociais, ou seja, a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores como sujeitos históricos.

Histórico europeu

Com as revoluções de 1848, surgem na França cooperativas de produção a partir de empreendimentos capitalistas abandonados pelos donos. E, a partir de 1850, são criadas na Prússia as primeiras cooperativas de crédito urbanas (por Schulze-Delitsch) e rurais (por Raiffeisen).

Durante a segunda metade do século XIX e a maior parte do século XX, o cooperativismo se difunde e adquire considerável poderio econômico. As grandes cooperativas singulares e federadas (de 2ºgrau, 3ºgrau e superiores) se empenham na disputa dos mercados com grandes conglomerados capitalistas e acabam assimilando seus métodos de gestão. No caso das cooperativas de consumo,a administração passa a ser dominada por profissionais assalariados e os sócios ficam frequentemente reduzidos à condição de meros clientes.

Com a Terceira Revolução Industrial, a partir dos 1980s, a exclusão de grande número de trabalhadores do mercado se repete, o que enseja o surgimento de um novo cooperativismo, muito mais próximo de suas origens históricas. Novas formas institucionais de autogestão são inventadas e passam a ser conhecidas como "economia solidária".

A economia solidária no Brasil

O movimento de Economia Solidária tem crescido de maneira muito rápida, não apenas na Europa e no Brasil mas também em diversos outros países.

Desenvolvimento

O seu crescimento se deve a inúmeros fatores, dos quais vale destacar os seguintes:

Resistência de trabalhadoras e trabalhadores à crescente exclusão, desemprego urbano e desocupação rural resultantes da expansão agressiva de uma globalização que torna mais e mais pessoas totalmente descartáveis para o funcionamento da máquina de produção e consumo.


Tal resistência se manifesta primeiramente como luta pela sobrevivência, na conformação de um mercado informal crescente, onde brotam iniciativas de economia popular, tais como camelôs, flanelinhas, ambulantes, e tantos outros empreendimentos normalmente voltados à reprodução da vida e de caráter individual ou familiar. Com a articulação de diversos atores, esta resistência também se manifesta na forma de iniciativas associativas e solidárias voltadas também à reprodução da vida, mas que vão além disso, apontando para alternativas estruturais de organização da economia, baseada em valores como a ética, a eqüidade e a solidariedade e não mais no lucro e acúmulo indiscriminado: esta é a Economia Solidária, que vai se construindo e crescendo rapidamente.

No Brasil, o crescimento da Economia Solidária enquanto movimento – ultrapassando a dimensão de iniciativas isoladas e fragmentadas no que diz respeito a sua inserção nas cadeias produtivas e nas articulações do seu entorno, cada vez mais se orientando rumo a uma articulação nacional, configuração de redes locais e uma plataforma comum –, dá um salto considerável a partir das várias edições do Fórum Social Mundial, espaço privilegiado onde diferentes atores, entidades, iniciativas e empreendimentos puderam construir uma integração que desembocou na demanda ao recém eleito presidente Lula pela criação de uma Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES). Simultaneamente à criação desta Secretaria, foi criado, na III Plenária Nacional de Economia Solidária, o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), representando este movimento no país. Com estas duas instâncias, somadas ao processo de construção de um campo da Economia Solidária no interior da dinâmica do Fórum Social Mundial, podemos dizer que a Economia Solidária no Brasil passou por um crescimento e estruturação muito grandes;

Atores do movimento de economia solidária no Brasil

O Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) estrutura-se de forma a garantir a articulação entre três segmentos do movimento de Economia Solidária: empreendimentos solidários, entidades de assessoria e fomento, e gestores públicos. Existem diferentes autores na área de economia solidária, sendo que os dois principais são Paul Singer e Euclides Mance. Singer remete-nos um conceito de economia solidária que está relacionado principalmente como uma estratégia de luta contra as desigualdades sociais e o desemprego:
"A construção da economia solidária é uma destas outras estratégias. Ela
aproveita a mudança nas relações de produção provocada pelo grande capital para
lançar os alicerces de novas formas de organização da produção, à base de uma
lógica oposta àquela que rege o mercado capitalista. Tudo leva a acreditar que a
economia solidária permitirá, ao cabo de alguns anos, dar a muitos, que esperam
em vão um novo emprego, a oportunidade de se reintegrar à produção por conta
própria individual ou coletivamente...”
(SINGER: 2000
p.138
).

Já de acordo com Mance, o conceito vai além e agrega ao conceito a noção não apenas de geração de postos de trabalho, mas sim uma colaboração solidária:
"...ao considerarmos a colaboração solidária como um trabalho e consumo
compartilhados cujo vínculo recíproco entre as pessoas advém, primeiramente, de
um sentido moral de corresponsabilidade pelo bem-viver de todos e de cada um em particular, buscando ampliar-se o máximo possível o exercício concreto da
liberdade pessoal e pública, introduzimos no cerne desta definição o exercício
humano da liberdade..."
(MANCE: 1999, p.178).
Empreendimentos solidários

Denominamos de empreendimentos solidários as diversas formas concretas de manifestação da Economia Solidária, que são de uma riqueza e diversidade consideráveis. Os empreendimentos solidários são os principais protagonistas e público-alvo do FBES, compondo a maioria da representação em todas as instâncias decisórias do FBES.

Manifestações da economia solidária

Vale citar aqui algumas formas de manifestação da Economia Solidária, para se perceber a magnitude e heterogeneidade do segmento de empreendimentos solidários:
  1. Cooperativas, associações populares e grupos informais (de produção, de serviços, de consumo, de comercialização e de crédito solidário, nos âmbitos rural urbano);
  2. Empresas recuperadas de autogestão (antigas empresas capitalistas falidas recuperadas pelos/as trabalhadores/as); agricultores familiares;
  3. Fundos solidários e rotativos de crédito (organizados sob diversas formas jurídicas e também informalmente);
  4. Clubes e grupos de trocas solidárias (com ou sem o uso de moeda social, ou moeda comunitária);
  5. Ecovilas;
  6. Redes e articulações de comercialização e de cadeias produtivas solidárias;
  7. Lojas de comércio justo;
  8. Agências de turismo solidário;
  9. entre outras.
Os empreendimentos solidários caracterizam-se por se basearem nos princípios e valores expressos na Carta de Princípios da Economia Solidária, dos quais se destacam o exercício da autogestão na sua organização interna e o fato de serem supra-familiares com caráter de atividade econômica.

Entidades de assessoria e fomento

Nas entidades de assessoria e fomento, que normalmente se organizam na forma de associações sem fins lucrativos (ONGs) ou universidades (incubadoras tecnológicas e grupos de extensão) e prestam serviços de apoio e fomento aos empreendimentos solidários, seja na forma de ações de formação (tanto técnica quanto econômica e política), seja na forma de apoio direto (em estrutura, assessoria, consultoria, elaboração de projetos e/ou oferecimento de crédito) para a incubação e promoção de empreendimentos.

Gestores públicos

Os gestores públicos, composto por representantes de governos municipais e estaduais que tenham em sua gestão programas explicitamente voltados à Economia Solidária. Este segmento se faz representar nacionalmente por uma rede de gestores públicos, que tem cadeira na Coordenação Nacional do FBES como uma das entidades/redes nacionais.

Ver também

Fórum Brasileiro de Economia Solidária
Comércio justo
Consumo responsável
Ecovilas
Redes de Colaboração Solidária

Ligações externas

(em inglês) Various Interests Group (Group III) - Categories: Social Economy
(em inglês) The U.S. Solidarity Economy Network
(em espanhol) Portal de Economía Solidaria
(em alemão) Solidarische Ökonomie
Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da USP
Arquivos Euclides André Mance

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_solid%C3%A1ria"

COOPERATIVISMO

O Cooperativismo é um sistema econômico que faz das cooperativas a base de todas as atividades de produção e distribuição de riquezas, tendo como objetivo difundir os ideais em que se baseia, no intuito de atingir o pleno seu desenvolvimento econômico e social.
É a união de pessoas voltadas para um objetivo comum, visando alcançar os objectivos propostos na sua constituição estatutária.

As Sociedades Cooperativas

No Brasil

O artigo 3º. da Lei 5.764/71 traz claramente o objetivo essencial da criação de uma Cooperativa, onde “celebram contrato de sociedade cooperativa as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica, de proveito comum, sem objetividade de lucro.” Isto significa que uma pessoa, para associar-se racionalmente a uma Cooperativa, deve partir da expectativa de que possa alcançar de FORMA ASSOCIATIVA a realização de seus objetivos em nível, no mínimo, igual ao que conseguiria individualmente.

As Cooperativas são sociedades de pessoas que não visam a obtenção de resultados para seus associados, no entanto, a avaliação da eficiência das mesmas não pode levar em conta apenas a obtenção de sobras para seus participantes visto que além de donos eles são também clientes desta empresa cooperativa, permitindo que os resultados auferidos possam ser econômicos, sociais, educacionais, agregadores de qualidade de vida, de renda, ou outros conforme os objetivos da mesma. Acima de tudo, as Cooperativas são associações ao serviço de seus membros.

Em situações normais as Cooperativas deveriam apresentar sobras zeradas, pois sua existência decorre das operações com os associados. Este raciocínio decorre do fato das Cooperativas serem empresas sem fins lucrativos, e as sobras positivas decorrem da realização de negócios com os associados com custos acima dos necessários para a sobrevivência da empresa. Este ideal, no entanto, afronta a necessidade de perpetuação da Cooperativa que, competindo em um mercado dinâmico e em crescimento contínuo, exige uma margem de rentabilidade que possa manter sua capacidade de obtenção de tecnologia e ganhos de escala.

Esta necessidade de crescimento faz com que a empresa Cooperativa tenha de ter um alto nível de administração e gerenciamento, dignos de grandes empresas capitalistas, inibindo com isto que ela assuma um caráter meramente assistencialista ou paternalista.

A participação dos associados é o principal fator de eficiência empresarial nas Cooperativas. É em função dos associados que a Cooperativa existe, caso ela deixe de cumprir seu papel de representante de seus associados ela perde a razão de existir. Esta participação exige uma EDUCAÇÃO COOPERATIVA, voltada para a conscientização política e social, para a transparência na gestão e para a organização do quadro social.

Acima de tudo as sociedades cooperativas devem ser competitivas e atraentes para seus associados. A garantia de que a competitividade seja atingida pressupõe que algumas dificuldades sejam conhecidas e deixadas para trás, sejam elas, a baixa acumulação de capital, o investimento em tecnologia e a competitividade de seus produtos através de ganhos de escala e qualidade.

Destes fatores merece atenção a questão do capital social visto ser este o “sangue” que corre nas veias da Cooperativa. A formação e acumulação de capital é a chave para a absorção e desenvolvimento de tecnologias (industriais, produtivas e administrativas) e para o desenvolvimento e conquista do mercado.

Melhores serviços ou preços aos associados, durante o exercício, representam antecipações de benefícios que ocorreriam ao final, se a estratégia administrativa se orientasse para elevados excedentes a serem distribuídos.

Valores Cooperativos

  1. Ajuda mutua: é o accionar de um grupo para a solução de problemas comuns.
  2. Esforço próprio: é a motivação, a força de vontade dos membros com o fim de alcançar as metas previstas.
  3. Responsabilidade: Nível de desempenho no cumprimento das atividades para alcançar as metas, com um compromisso moral com os associados.
  4. Democracia: Tomada de decisões coletivas pelos associados no que se refere à gestão da cooperativa.
  5. Igualdade: Todos os associados têm iguais direitos e deveres.
  6. Equidade: Distribuição justa dos excedentes produzidos entre os membros da cooperativa. Isto quer dizer que as sobras são distribuida de acordo com as operações de cada um.
  7. Solidariedade: Apoiar, cooperar na solução de problemas dos associados, da família e da comunidade. Também promove os valores éticos de honestidade, transparência, responsabilidade social e compromisso com os demais associados.

História do Cooperativismo

O cooperativismo representa a união entre pessoas voltadas para um mesmo objetivo. Através da cooperação, busca-se satisfazer as necessidades humanas e resolver os problemas comuns. O fim maior é o homem, não o lucro. Uma organização dessa natureza caracteriza-se por ser gerida de forma democrática e participativa, de acordo com aquilo que pretendem seus associados.

O contexto de surgimento desse sistema encontra-se na Revolução Industrial. Atraídos pelas novas fábricas, os trabalhadores do campo migraram para a cidade. O excesso de mão-de-obra daí resultante, fez com que as pessoas tivessem que se submeter ocupações sem as menores condições: jornadas de trabalho de até 16 horas e salários miseráveis. Mulheres e crianças também passaram a ingressar no mercado de trabalho em condições ainda piores. Era necessária uma forma de resistência à exploração da classe trabalhadora.

Assim o cooperativismo surge na Inglaterra. A data oficial é 21 de Dezembro de 1844. Foi o dia em foi fundada a primeira organização desse tipo. Nos arredores da cidade de Manchester, em Rochdale, um grupo de 28 tecelões, um deles mulher, se uniu para comprar em conjunto, ítens de primeira necessidade, como alimentos, por exemplo. Chamava-se “Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale”.

Trata-se da primeira cooperativa da história e estava baseada sobre os seguintes princípios:

  1. Formação de um capital social para emancipação dos trabalhadores, viabilizado pela poupança resultante da compra comum de alimentos;
  2. Construção ou aquisição de casas para os cooperados;
  3. Criação de estabelecimentos industriais e agrícolas voltados à produção de bens indispensáveis à classe trabalhadora, de modo direto e a preços módicos, assegurando, concomitantemente, trabalho aos desempregados ou mal-remunerados;
  4. Educação e campanha contra o alcoolismo;
  5. Cooperação integral, com a criação gradativa de núcleos de comunidades piloto de produção e distribuição, que seriam multiplicados através da propaganda e do exemplo, visando a fundação de novas cooperativas.
O movimento aparece como uma alternativa à exploração da classe trabalhadora. Enquanto a lógica do capitalismo institui a competição, esse sistema estimula a cooperação. Cada um dos 28 tecelões entrou no negócio com 1 Libra. Em um ano o capital da organização chegou a 180 Libras.

Em uma década, a organização já contava com 1400 associados.

Com esse sucesso, a experiência foi difundida, primeiramente na Europa, com a fundação de cooperativas de trabalho na França e de crédito na Alemanha e na Itália, depois para o resto do mundo. Em 1881 já existiam 1000 cooperativas que totalizavam 550 mil associados.

Hoje o modelo é reconhecido legalmente no mundo inteiro como forma de organização. Até a segunda metade do século XX predominaram as cooperativas ligadas à agricultura. A partir de então, com o crescimento das cidades e a emergência de maiores problemas sociais nesse espaço, houve a expansão das organizações de trabalhadores urbanos. Só nos Estados Unidos há mais 150 milhões de pessoas que participam de cooperativas. Isso representa 60% da população. Na Alemanha 80% dos agricultores e 75% dos comerciantes estão organizados dessa forma.

No Brasil, considera-se o ano de 1847 como o início do movimento no país. Foi quando o médico francês Jean Maurice Faivre inaugurou a colônia Teresa Cristina, com inspiração nos ideais humanistas, junto com outros colonos europeus no Paraná. O movimento serviu de referência para as experiências futuras.

Assim foi fundada em Minas Gerais a primeira cooperativa agropecuária. Coube aos trabalhadores da Cia. Paulista de Estrada de Ferro, localizada em Campinas criar a primeira no setor de Consumo.

No dia 28 de dezembro de 1902, no salão de bailes de Nikolaus Kehl, em Linha Imperial, em Nova Petrópolis-RS, um grupo de 19 sócios aprovou o estatuto da Sparkasse Amstad (Caixa de Economia e Empréstimos, também conhecida como Caixa Rural), origem da atual Sicredi, sob a orientação do padre jesuíta Theodor Amstad dando assim início no Rio Grande do Sul ao cooperativismo no setor de crédito, com a fundação da primeira Cooperativa de Crédito Rural no Brasil e América Latina.

Somente neste segmento, existem hoje 2300 organizações que geram cerca de 115 mil empregos e possuem cerca de 2 milhões de associados. E, em 1995 após o Governo Brasileiro autorizar a criação de Bancos cooperativos, forma criados 2 bancos cooperativos no Brasil.

O modelo de organização cooperativa chama a atenção para o fato de poder ser aplicável a qualquer área. É possível dizer que onde houver um problema econômico e social a cooperação pode ser uma solução. É comum que empresas em processo de falência tenham seu controle passado para os trabalhadores, numa cooperativa de produção industrial. No setor de trabalho, reúnem-se pessoas para prestar serviços de forma terceirizada. Mas, no Brasil cooperativas de trabalho é um modelo muito questionado devido as leis trabalhistas existentes.

Vários são os valores que norteiam o movimento. Um deles é o processo democrático, seja para a tomada de decisões, seja na participação econômica dos membros. Outro é o dever de proporcionar educação, treinamento e informação para os associados. Uma organização deve cooperar com a outra e fortalecer o movimento, além de trabalhar pelo desenvolvimento sustentável da comunidade.

Se esse modelo surgiu como uma forma de resistência à exploração, em um contexto de luta de classes, hoje se apresenta como uma forma de lutar contra o desemprego. Em comum, nos dois momentos da história, é que podemos pensar o cooperativismo como uma forma de se enfrentar os problemas econômicos e sociais pelos quais passa boa parte da população.Mas diferentemente de outras lutas, o home viu no Cooperativismo a solução de seus problemas socios-economicos.

Pois a Cooperativa não é uma organização assistencial, nem presta serviços gratuitos para seus associados. O dever da Cooperativa e sua principal finalidade e prestar serviços aos seus associados pelo menor custo possível.

Ver também
  1. Economia Social
  2. Economia Solidária
  3. Princípios cooperativos
  4. Socialização

Ligações externas

Organização das Cooperativas Brasileiras

AÇÃO SOCIAL

Em sociologia, ação social se refere a qualquer ação que leva em conta ações ou reações de outros indivíduos e é modificada se baseando nesses eventos.

O termo "ação social" foi introduzido por Max Weber. É um termo mais abrangente que o fenômeno social de Florian Znaniecki, posto que o indivíduo performando ações sociais não é passivo, mas (potencialmente) ativo e reativo.

Weber diferenciou alguns tipos de ações sociais:

  1. Ações racionais (também conhecidas como racionais por valores, do alemão wertrational): ações tomadas com base nos valores do indivíduo, mas sem pensar nas consequências e muitas vezes sem considerar se os meios escolhidos são apropriados para atingi-lo.
  2. Ações instrumentais (também conhecidas como ação por fins, do alemão zweckrational): ações planejadas e tomadas após avaliado o fim em relação a outros fins, e após a consideração de vários meios (e consequências) para atingi-los. Um exemplo seria a maioria das transações econômicas
  3. Ações afetivas (também conhecidas como ações emocionais, do alemão affektual): ações tomadas devido às emoções do indivíduo, para expressar sentimentos pessoais. Como exemplos, comemorar após a vitória, chorar em um funeral seriam ações emocionais.
  4. Ações tradicionais (do alemão traditional) : ações baseadas na tradição enraizada. Um exemplo seria relaxar nos domingos e colocar roupas mais leves. Algumas ações tradicionais podem se tornar um artefato cultural.
Na hierarquia sociológica, a ação social é mais avançada que o comportamento, ação e comportamento social, e é em sequência seguida por contatos sociais mais avançados, interação social e relação social.

TECNOLOGIA SOCIAL

Considera-se tecnologia social todo o produto, método, processo ou técnica, criado para solucionar algum tipo de problema social e que atenda aos quesitos de simplicidade, baixo custo, fácil aplicabilidade (e reaplicabilidade) e impacto social comprovado.

É um conceito contemporâneo que remete a uma proposta inovadora de desenvolvimento (econômico ou social), baseada na disseminação de soluções para problemas essenciais como demandas por água potável, alimentação, educação, energia, habitação, renda, saúde e meio ambiente, entre outras.

As tecnologias sociais podem originar-se quer no seio de uma comunidade quer no ambiente acadêmico. Podem ainda aliar os saberes populares e os conhecimentos técnico-científicos.

Importa, essencialmente, que a sua eficácia seja multiplicável, propiciando desenvolvimento em escala às populações atendidas, melhorando a sua qualidade de vida.

São numerosos os exemplos de tecnologia social, indo do clássico soro caseiro até às cisternas de placas pré-moldadas que atenuam o problema da seca, passando pela oferta de microcrédito, entre outros.

Ver também

Ação social
Cisterna
Farinha múltipla (Farinha multimistura)
Índice de Desenvolvimento Humano
Microcrédito
Poço artesiano
Soro caseiro – reduz a mortalidade infantil

Ligações externas

Página da FBB sobre Tecnologia Social
Página da Rede de Tecnologia Social

DESENVOLVIMENTO ECONOMICO

Desenvolvimento econômico consiste em um processo de enriquecimento dos países, assim como de seus habitantes, ou seja, na acumulação de ativos individuais ou públicos, e também de um crescimento da produção nacional e pela remuneração recebida pelos que participam da atividade econômica. Em história o desenvolvimento coincide com o aparecimento do capitalismo e com o Advento da Revolução Industrial. Nos sistemas pré-capitalistas não havia acumulação, ou seja, não havia desenvolvimento. Outro aspecto importante é que o desenvolvimento não é uma via de mão única – os países podem recuar ou avançar nesse processo.

Como ocorre

O processo de desenvolvimento econômico supõe que ajustes institucionais, fiscais e jurídicos são necessários, incentivos para inovações e investimentos, assim como fornecer condições para um sistema eficiente de produção e distribuição de bens e serviços à população.

Desenvolvimento pode ser entendido como exercício de potencial. Uma analogia ajuda a entender o significado: quando uma semente se torna uma planta adulta está exercendo um potencial genético, em outras palavras, está desenvolvendo-se. Quando qualificado pelo adjetivo econômico, refere-se ao processo de produção de riqueza material, a partir do potencial dado pela disponibilidade de recursos humanos e naturais e uso de tecnologia. No campo crítico da economia, a palavra desenvolvimento vem normalmente acompanhada da palavra capitalista para mostrar que o desenvolvimento refere-se ao todo social. Esta noção está muito bem desenvolvida, em diversos capítulos do livro de COWEN, M. P. e SHENTON, R.W. (1996, Doctrines of Development. London: Routledge). Especificamente sobre o desenvolvimento capitalista há um verbete no Dicionário do Pensamento Marxista de Tom BOTTOMORE (1988).

Teorias

Foram muitas as teorias voltadas para a promoção do desenvolvimento econômico. Como alternativa à crise de 1929, o economista inglês John Maynard Keynes formulou uma hipótese de que o Estado deveria interferir ativamente na economia: seja regulando o mercado de capitais, seja criando empregos e promovendo obras de infra-estrutura e fabricando bens de capital.

Essa teoria foi muito popular até os anos 1970 quando - em parte devido à crise do petróleo - o sistema monetário internacional entrou em crise. Tornou-se então evidente a inviabilidade da conversibilidade do dólar em ouro, ruiu o padrão dólar-ouro, com inflação e o endividamento dos Estados por um lado, e uma grande acumulação de excedente monetário líquido nas mãos dos países exportadores de petróleo por outro. Em vista disso, sobreveio uma mudança de enfoque na política económica.

Surge então a escola neoliberal de pensamento econômico, baseada na firme crença na Lei de Say), e cujos fundamentos já tinham sido esboçados em 1940 pelo economista austríaco Friedrich August von Hayek. Para corrigir os problemas inerentes à crise, os neoliberais pregavam a redução dos gastos públicos e a desregulamentação, de modo a permitir que as empresas com recursos suficientes pudessem investir em praticamente todos os setores de todos os mercados do planeta: tornar-se-iam empresas multinacionais ou transnacionais.

Neoliberalismo

O neoliberalismo foi experimentado, primeiramente, por Pinochet, no Chile [1] na década de 1970, e foi seguida pela inglesa Margaret Thatcher e pelo americano Ronald Reagan nos anos 1980.

O Chile tornou-se uma espécie de vitrine mundial do modelo neoliberal. O crescimento do PIB oscilou de uma taxa positiva de + 8% a taxas negativas inferiores a -13%. Entre 1975 e 1982, a média de crescimento foi de + 2,9% a.a.

No entanto, os custos sociais foram grandes. Mais de 200 mil chilenos tiveram que emigrar por razões económicas. O Chile viu seu desemprego subir dos 4% da era Allende para 18% na era Pinochet, e a taxa de pobreza subir de 20% para 45%. Isso acabou por minar o apoio à ditadura e provocar a derrota de Pinochet em 1988, quando se iniciou a transição para uma democracia.

Embora os resultados a curto prazo da transição chilena para um modelo neoliberal de economia tenham sido ruins para a sociedade, ainda no início da década de 90, o país se tornou a economia mais próspera da América Latina, crescendo a taxas superiores a 7% ao ano, o que rendeu ao país o título de Tigre Asiático latino-americano, em clara referência aos países asiáticos cujas economias cresciam rapidamente. O país conseguiu reduzir a pobreza de 50% de sua população em 1987, para 18,3% em 2003, tornando-se assim o primeiro país latino-americano a cumprir as metas do milênio para a redução da pobreza.

De 1990 até 2004, as práticas neoliberais preconizadas pelo Consenso de Washington, em 1990), e pelo FMI, durante a década seguinte, tornaram-se um modismo quase irresistível para os governantes, que acreditavam ter encontrado a fórmula para alcançar um maior desenvolvimento econômico. Reformas foram aplicadas em vários países, notadamente nos mais pobres, no pressuposto de que, com a liberalização dos mercados, fosse possível atrair um maior volume de investimentos. [2]

Entre algumas medidas consideradas necessárias para os neoliberais, estão as privatizações de empresas estatais, a abertura do mercado de capitais, a liberalização dos fluxos internacionais de capitais (inclusive para os investimentos de curto prazo, o hot-money ), o fim das reservas de mercado e a flexibilização de leis trabalhistas.

Uma das reações às práticas neoliberais foi a busca de alternativas de desenvolvimento econômico local, como forma de tentar suprir a incapacidade de promoção do desenvolvimento pelos Estados dos países subdesenvolvidos, nomeadamente em oposição às idéias e práticas neoliberais.

Ver também

Crescimento econômico
Desenvolvimentismo
Desenvolvimento sustentável
Pobreza
Economia do Chile
Teoria da Dependência

Ligações externas

  1. SICSU, João; PAULA, Luiz Fernando; e RENAULT, Michel. Por que um novo desenvolvimentismo ?. Jornal dos Economistas no. 186, janeiro de 2005, p. 3-5
  2. Historical Dynamics and Development of Complex Societies

Referências

  1. RENAULT, Michel; PAULA, Luiz Fernando e SICSU, João (organizadores). Novo-Desenvolvimentismo: um projeto nacional de crescimento com equidade social. São Paulo: Editora Manole/Fundação Konrad Adenauer, 2005. ISBN 8598416045
  2. (em português) STIGLITZ, J.E. A Globalização e seus malefícios. A promessa não cumprida de benefícios globais. São Paulo, Editora Futura, 2002.
  3. (em inglês) STIGLITZ, Joseph E.Making Globalization Work. New York, London: W. W. Norton, 2006.
  4. (em espanhol) [1] [10] VILLAROEL, Gilberto. La herencia de los "Chicago boys". Santiago do Chile: BBC Mundo.com - América Latina, 10/12/2006.